Como estudar em uma universidade nos Estados Unidos

Como estudar em uma universidade nos Estados Unidos

Cursar uma universidade nos Estados Unidos é um sonho que sempre atraiu muitos estudantes brasileiros, entretanto, nos últimos anos, cresceu o número dos que deixaram apenas de sonhar e passaram a batalhar para que ele se tornasse realidade, mas para tanto, é preciso conhecer a fundo todas as etapas até entrar em uma instituição de ensino superior na América. Se você tem filhos em idade escolar ou se ainda é um estudante, é preciso ter em mente que é muito importante ter ótimas notas no Ensino Médio, pois esse é um critério altamente considerado pelas universidades americanas.  Outro ponto analisado são as atividades extracurriculares dos candidatos. Realizar trabalhos voluntários, desenvolver diferentes tipos de projetos, ser empreendedor e até a prática de esportes somam muitos pontos na hora de ser selecionado. Há casos de brasileiros que foram aceitos em grandes universidades, porque, dentre outras qualidades, estavam sempre participando de eventos esportivos ou tiravam um tempo para ajudar a alfabetizar adultos.
Isso não quer dizer que o candidato não precisará fazer uma prova para testar suas aptidões, ao contrário, terá que fazer e em muitos casos, mais de uma. Se o interessado já terminou ou está prestes a terminar o Ensino Médio e não participou de atividades extracurriculares, não há motivos para desanimar, ele deve se engajar em projetos como os citados anteriormente para dar um upgrade em seu currículo, também vale puxar pela memória se não fez algumas atividades que possam ser encaixadas, muitas vezes um curso de curta duração, um evento, palestra etc., acabam valendo.

A importância do inglês

Quem quer estudar nos Estados Unidos deve procurar uma boa escola de idiomas visando aprender a língua inglesa. Não se espera que o candidato tenha fluência incrível, mas que consiga entender o que será dito em uma aula ou o que estará escrito em um texto.

Refletir bem sobre o que quer cursar 

Ao contrário do Brasil e de vários países, nos Estados Unidos muitas universidades não exigem que o interessado aponte o que quer cursar no ato de sua candidatura a uma vaga, mas é importante saber se na instituição que está se candidatando, há o curso que pretende fazer.

Sabemos o quanto é difícil escolher um curso que resultará em nossa futura profissão.  Muitos universitários desistem na metade ou até pouco antes de sua graduação, por isso, para não perder tempo e dinheiro, avaliar com calma o que quer estudar e pesquisar mais sobre a área escolhida, diminuem as chances de arrependimento, especialmente porque aqui estamos tratando de estudar em outro país, o que sempre é mais difícil.

Candidatura 

O processo de candidatura para uma vaga em uma universidade americana, que lá é chamado de “application” pode ser feito pela internet, existe a plataforma  Common App (www.commonapp.org) que permite realizar applications para mais de 800 faculdades. Entretanto, há mais de 3000 instituições de ensino superior na América, muitas, inclusive, possuem suas próprias plataformas, por isso, vale pesquisar na internet para encontrar exatamente o que procura.

Provas  

Para praticamente todas as universidades, o candidato deverá fazer uma prova, chamada de SAT 1 ou a ACT. A SAT terá questões de matemática, interpretação de texto e escrita em inglês. A ACT terá essas mesmas disciplinas, além de raciocínio científico e uma seção optativa de escrita. Em muitas universidades também existe uma segunda prova, chamada de SAT II que avaliará o conhecimento do candidato na área específica escolhida por ele. Como citado anteriormente, o candidato terá que demonstrar conhecimentos de inglês, pois haverá um exame de proficiência, chamado TOEFL ou IELTS, que avaliará compreensão auditiva, leitura, escrita e fala.

Redação

O processo de candidatura para uma vaga em uma universidade americana, que lá é chamado de “application” pode ser feito pela internet, existe a plataforma  Common App.

Cartas de recomendação 

Tanto para americanos como para estrangeiros, as cartas de recomendação são necessárias durante o processo de seleção das universidades. É importante que sejam redigidas em inglês, uma pelo coordenador ou diretor da escola onde o candidato cursou o Ensino Médio e outras duas por professores dele do último ou do penúltimo ano.

Entrevista

Nem todas as universidades realizam entrevistas e em algumas delas, apenas uma parte dos candidatos é contatada para uma conversa por telefone, internet ou presencialmente. Essas entrevistas geralmente ocorrem em janeiro e fevereiro.

Em quantas universidades é possível se candidatar?

O estudante brasileiro pode se candidatar em quantas universidades quiser, mas terá que levar em conta os custos para cada inscrição e o trabalho adicional para enviar todos os documentos. Quem conseguir provar que possui uma renda baixa ficará isento de pagar as taxas, mas é preciso que a informação seja confirmada pelo coordenador ou diretor da escola, onde o candidato cursa/cursou o Ensino Médio.

Visto para estudante

Apesar do visto exigido para quem vai estudar em uma instituição de ensino superior nos Estados Unidos ser o F-1, é importante destacar que o mesmo garante apenas a permanência no país durante o período de estudos. Quem vai com a intenção de fazer um curso e depois voltar para o Brasil, é perfeito, mas se a intenção for ficar por lá após se graduar e seguir uma carreira, nesse caso o melhor é optar pelo Programa de Vistos EB-5 que oferece além da oportunidade de residir e trabalhar permanentemente nos EUA, obter um custo bem menor nos valores pagos para frequentar uma universidade, isso porque, o contemplado com esse tipo de visto, não se encaixa mais nas mesmas exigências existentes para a categoria de estudante estrangeiro.
Para obter o EB-5, o estudante ou alguém da família (pai e mãe) devem investir US$ 500 mil dólares em uma área considerada como menos privilegiada nos Estados Unidos ou US$ 1 milhão em outra área. Esse dinheiro pode ser aportado em um novo empreendimento que gere pelo menos dez empregos para americanos ou pessoas que vivem de maneira legalizada para cada investidor estrangeiro por pelo menos dois anos. Também é possível aportar o dinheiro em um investimento já existente, mas que também gere dez empregos. Ainda que a quantia seja considerada alta, muitos especialistas afirmam que se bem orientados, os investidores conseguirão ter o retorno desse dinheiro em poucos anos, não se trata de um investimento totalmente sem risco, mas sim, de um investimento com poucos riscos, sem contar a vantagem de que a pessoa ou o filho poderá estudar e depois trabalhar nos EUA tranquilamente. 

Como funciona o sistema de ensino superior nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, as universidades e faculdades se dividem em comunitárias, públicas e particulares. Conheças as características de cada uma delas.

Faculdades Comunitárias e os Institutos de Tecnologia

Menos conhecidas que as tradicionais universidades americanas que sempre ouvimos falar, estão as faculdades comunitárias e os institutos de tecnologia que também são chamados de community colleges ou junior college  e oferecem diferentes tipos de curso de dois anos de duração e após a conclusão, o estudante recebe o diploma de técnico em áreas como odontologia e medicina, por exemplo. Mas por que motivo alguém haverá de entrar em uma instituição que, na verdade, não oferecerá uma graduação ao final? Bem, há duas razões: ao concluir o curso, o estudante poderá transferir seus créditos acadêmicos para uma universidade ou faculdade pública ou particular, eliminando várias matérias e permitindo que ele entre já no segundo ou terceiro ano. Outra vantagem é o preço que chega a ser menos da metade do que seria gasto em uma universidade pública e menos de 10% do que se fosse em uma particular.  As faculdades comunitárias são menos rigorosas nos testes de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS) e muitas ainda costumam dar um curso intensivo de inglês para ajudar os alunos estrangeiros. O custo anual para estudar em uma faculdade comunitária ou em um instituto de tecnologia varia de US$ 2.500 a US$ 3.500.

Universidades e faculdades estaduais

Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, existem universidades e faculdades públicas, a diferença é que lá, elas também cobram mensalidades. Tanto nas públicas quanto nas particulares, o valor é mais caro para o estudante estrangeiro, entretanto no caso das públicas, o valor é bem menor, ficando entre US$ 10.000 e US$ 20.000 por ano.

Particulares

Chegamos ao sonho de consumo de muitos, as universidades particulares como Harvard e Yale. Entretanto o custo desse sonho é bem salgado, na média entre US$ 15.000 e US$ 30.000, mas em alguns casos, pode passar dos US$ 75.000 por ano. A grande vantagem é que a formação em uma universidade particular de ponta dos EUA tem um peso tremendo dentro de qualquer mercado no mundo. Além disso, há muitos programas de bolsas que podem cobrir parcialmente ou totalmente os custos.

Empréstimos estudantis

Esse é um ponto que merece muita reflexão, pois apesar de ser comum para os americanos, o financiamento estudantil tornou-se um pesadelo para milhões de recém-formados ou até para os que já se formaram há alguns anos e que não conseguem pagar as dívidas que não param de crescer.  As dívidas contraídas pelos empréstimos para universitários já ultrapassam 5,9 trilhões de reais e estima-se que 44 milhões de americanos tenham algum tipo de dívida do tempo de estudo. Especialistas, em sua maioria, não aconselham que se faça um financiamento estudantil se for por um período longo (caso de cursos de graduação), e nas situações em que receber uma bolsa parcial e tiver que arcar com os custos de uma parte, calcular com muita atenção para ter certeza que não terminará o curso endividado.

Bolsas de estudo

Para conseguir uma bolsa para estudar nos Estados Unidos, existem alguns caminhos, o primeiro é seguir todos os passos que foram citados no começo desta da matéria, e também solicitar a bolsa diretamente à instituição de ensino superior. Trata-se de um processo bem concorrido e os que têm mais chances são os que possuem notas excelentes, muitas atividades extracurriculares e/ou esportivas e que por isso, recebem a bolsa por mérito (independente do candidato ter ou não condições de pagar). Outro motivo para obter uma bolsa é quando, comprovadamente, o candidato não têm condições de pagar, lembrando que também serão levados os mesmos quesitos das bolsas por mérito, a diferença é que nesse caso, quem tem poder financeiro para bancar os estudos, não pode concorrer. 
Em muitos casos, o aluno pode receber uma bolsa parcial, o que significa dizer que ele arcará com uma parte das mensalidades, sendo assim, será preciso avaliar se haverá dinheiro para pagar o que a bolsa não cobrirá e os demais gastos que terá para viver na América.
Importante frisar que apesar de cada instituição de ensino superior nos Estados Unidos ter as suas próprias regras, em quase todas, o bolsista terá que contribuir trabalhando algumas horas por dia dentro do campus ou em projetos fora, mas ligados à universidade. Outro caminho para poder estudar de graça (ou quase) é pesquisar instituições que dão bolsas de estudo para alunos estrangeiros. O  IIE (International Institute of Education), através de seu site www.fundingusstudy.org tem um buscador com um amplo banco de dados de bolsas. Nesse buscador é possível refinar sua busca, escolhendo o tipo de curso, estado, cidade ou instituição.